sexta-feira, 5 de março de 2010

O Teólogo do Espírito Santo: Um Estudo sobre o Ensino de Calvino sobre a Palavra e o Espírito

Augustus Nicodemus Lopes
[Esse material está publicado em forma de livro pela Publicações Evangélicas Selecionadas e é reproduzido aqui com permissão]

Introdução
Meu tema neste artigo é "Calvino, o teólogo do Espírito Santo." Devo começar dizendo que este título não foi dado a Calvino pelos seus contemporâneos, mas sim pelos estudiosos modernos, reconhecendo a sua importância como teólogo e exegeta para esta área da Teologia que está em tanta relevância hoje.
O título pode confundir algumas pessoas. Podem pensar que o assunto sobre o qual Calvino mais escreveu, e ao qual mais se dedicou, foi o Espírito Santo. Na realidade, embora Calvino tenha escrito muita coisa sobre o Espírito Santo, nunca escreveu uma obra específica sobre o assunto, como, por exemplo, John Owen e Abraham Kuyper, cujos livros sobre o tema são fundamentais para a Igreja contemporânea.(1) Embora em suas Institutas de Religião Cristã João Calvino trate freqüentemente da pessoa e obra do Espírito Santo, não dedicou ao assunto um capítulo exclusivo.(2)
Alguns têm criticado Calvino por não haver dado atenção mais direta ao Espírito Santo em seus escritos, especialmente nas Institutas. A crítica é injusta. Existem razões suficientes para esta aparente falta de atenção.
Em primeiro lugar, a doutrina do Espírito Santo não era o foco do debate de Calvino com a Igreja Católica Romana da sua época, e nem da sua polêmica com os reformadores radicais, os Anabatistas e os "Entusiastas", conhecidos como a ala de esquerda da Reforma.(3) Calvino só tratou da obra do Espírito Santo na medida em que esse assunto se relacionava com os pontos críticos em debate, como a doutrina da salvação, da santificação, das Escrituras, e dos sacramentos.
Em segundo lugar, Calvino tinha a visão bíblica-neotestamentária de que o Espírito Santo geralmente agia nos bastidores, como o agente da Trindade. Embora sua ação fosse claramente perceptível, quem deveria sempre receber a proeminência eram o Pai e o Filho. Essa convicção reflete-se nas suas obras e em sua abordagem dos mais variados temas teológicos. Não existe praticamente nenhum assunto teológico em que Calvino não se refira, em seu tratamento, à obra do Espírito. Sua Pneumatologia é desenvolvida dentro das demais áreas da Teologia Sistemática, como Teontologia (estudo da Pessoa de Deus), Soteriologia e Eclesiologia.
Esta mesma abordagem se encontra refletida na Confissão de Fé de Westminster. É verdade que seus autores, os Puritanos, não escreveram um capítulo exclusivo sobre a pessoa e obra do Espírito. Mas, como sugeriu Dr. Benjamim B. Warfield, conhecido teólogo presbiteriano reformado, do início deste século, a razão é que preferiram escrever nove capítulos em vez de apenas um. A tentativa que foi feita em nossa época, pela Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, para suprir esta alegada deficiência, produziu um capítulo a mais na Confissão de Fé que, segundo Warfield, nada mais é que um curto sumário destes nove capítulos originais.(4)
E por fim, não se pode exigir de Calvino (e nem dos autores da Confissão de Fé) uma abordagem do assunto que seja aguçada pelas questões relacionadas com o surgimento do movimento pentecostal, séculos após a sua morte. Mesmo assim, Calvino é surpreendentemente atual no que diz sobre o Espírito.
Por que, então, o título "teólogo do Espírito Santo?" Em primeiro lugar, Calvino foi o primeiro a sistematizar de forma clara o ensino bíblico sobre o Espírito Santo. Não é que ninguém, antes dele, não houvesse escrito sobre o assunto. Mas, é que poucos, antes e depois de Calvino, conseguiram ser tão claros, simples, e bíblicos.(5) Ouçamos o testemunho de Dr. Warfield:
A doutrina sobre a obra do Espírito Santo é uma dádiva de João Calvino à Igreja de Cristo. . . Nos amplos departamentos doutrinários sobre "A Graça Comum," "Regeneração," e "O Testemunho do Espírito" do livro terceiro das Institutas, Calvino foi o primeiro a desenvolver a doutrina da obra do Espírito Santo, e a dar a toda a doutrina do Espírito Santo uma formulação sistemática, fazendo dela uma possessão inalienável da Igreja de Deus.(6)
Em segundo lugar, Calvino integrou indissoluvelmente a doutrina do Espírito Santo aos demais temas e áreas da teologia, como regeneração, santificação, os meios de graça, e o conhecimento de Deus, entre outros. A Pneumatologia de Calvino, igualmente, abrangia e permeava todos os demais departamentos da Enciclopédia Teológica. Sua teologia é uma unidade orgânica, onde o Espírito aparece apropriadamente como o Soberano dinamizador.
Em terceiro lugar, Calvino resgatou alguns aspectos da doutrina do Espírito Santo que estavam soterrados debaixo da teologia medieval da Igreja Católica, como por exemplo, a relação entre a Palavra e o Espírito. Nosso alvo neste ensaio é analisar mais exatamente esta contribuição de Calvino para nosso conhecimento da obra do Espírito Santo, ou seja, a relação vital e orgânica entre o Espírito e a Palavra de Deus, as Escrituras.
O ensino de Calvino influenciou profundamente os estudos subsequentes dentro dos círculos Reformados. Sua ênfase na ação soberana do Espírito continua na tradição reformada entre os Puritanos ingleses, particularmente John Owen e Richard Sibbes, que nos deram os estudos bíblicos teológicos mais extensos e profundos que existem em qualquer língua sobre o ministério do Espírito Santo.

O Teólogo do Espírito Santo: Um Estudo sobre o Ensino de Calvino sobre a Palavra e o Espírito

Augustus Nicodemus Lopes
[Esse material está publicado em forma de livro pela Publicações Evangélicas Selecionadas e é reproduzido aqui com permissão]

Introdução
Meu tema neste artigo é "Calvino, o teólogo do Espírito Santo." Devo começar dizendo que este título não foi dado a Calvino pelos seus contemporâneos, mas sim pelos estudiosos modernos, reconhecendo a sua importância como teólogo e exegeta para esta área da Teologia que está em tanta relevância hoje.
O título pode confundir algumas pessoas. Podem pensar que o assunto sobre o qual Calvino mais escreveu, e ao qual mais se dedicou, foi o Espírito Santo. Na realidade, embora Calvino tenha escrito muita coisa sobre o Espírito Santo, nunca escreveu uma obra específica sobre o assunto, como, por exemplo, John Owen e Abraham Kuyper, cujos livros sobre o tema são fundamentais para a Igreja contemporânea.(1) Embora em suas Institutas de Religião Cristã João Calvino trate freqüentemente da pessoa e obra do Espírito Santo, não dedicou ao assunto um capítulo exclusivo.(2)
Alguns têm criticado Calvino por não haver dado atenção mais direta ao Espírito Santo em seus escritos, especialmente nas Institutas. A crítica é injusta. Existem razões suficientes para esta aparente falta de atenção.
Em primeiro lugar, a doutrina do Espírito Santo não era o foco do debate de Calvino com a Igreja Católica Romana da sua época, e nem da sua polêmica com os reformadores radicais, os Anabatistas e os "Entusiastas", conhecidos como a ala de esquerda da Reforma.(3) Calvino só tratou da obra do Espírito Santo na medida em que esse assunto se relacionava com os pontos críticos em debate, como a doutrina da salvação, da santificação, das Escrituras, e dos sacramentos.
Em segundo lugar, Calvino tinha a visão bíblica-neotestamentária de que o Espírito Santo geralmente agia nos bastidores, como o agente da Trindade. Embora sua ação fosse claramente perceptível, quem deveria sempre receber a proeminência eram o Pai e o Filho. Essa convicção reflete-se nas suas obras e em sua abordagem dos mais variados temas teológicos. Não existe praticamente nenhum assunto teológico em que Calvino não se refira, em seu tratamento, à obra do Espírito. Sua Pneumatologia é desenvolvida dentro das demais áreas da Teologia Sistemática, como Teontologia (estudo da Pessoa de Deus), Soteriologia e Eclesiologia.
Esta mesma abordagem se encontra refletida na Confissão de Fé de Westminster. É verdade que seus autores, os Puritanos, não escreveram um capítulo exclusivo sobre a pessoa e obra do Espírito. Mas, como sugeriu Dr. Benjamim B. Warfield, conhecido teólogo presbiteriano reformado, do início deste século, a razão é que preferiram escrever nove capítulos em vez de apenas um. A tentativa que foi feita em nossa época, pela Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, para suprir esta alegada deficiência, produziu um capítulo a mais na Confissão de Fé que, segundo Warfield, nada mais é que um curto sumário destes nove capítulos originais.(4)
E por fim, não se pode exigir de Calvino (e nem dos autores da Confissão de Fé) uma abordagem do assunto que seja aguçada pelas questões relacionadas com o surgimento do movimento pentecostal, séculos após a sua morte. Mesmo assim, Calvino é surpreendentemente atual no que diz sobre o Espírito.
Por que, então, o título "teólogo do Espírito Santo?" Em primeiro lugar, Calvino foi o primeiro a sistematizar de forma clara o ensino bíblico sobre o Espírito Santo. Não é que ninguém, antes dele, não houvesse escrito sobre o assunto. Mas, é que poucos, antes e depois de Calvino, conseguiram ser tão claros, simples, e bíblicos.(5) Ouçamos o testemunho de Dr. Warfield:
A doutrina sobre a obra do Espírito Santo é uma dádiva de João Calvino à Igreja de Cristo. . . Nos amplos departamentos doutrinários sobre "A Graça Comum," "Regeneração," e "O Testemunho do Espírito" do livro terceiro das Institutas, Calvino foi o primeiro a desenvolver a doutrina da obra do Espírito Santo, e a dar a toda a doutrina do Espírito Santo uma formulação sistemática, fazendo dela uma possessão inalienável da Igreja de Deus.(6)
Em segundo lugar, Calvino integrou indissoluvelmente a doutrina do Espírito Santo aos demais temas e áreas da teologia, como regeneração, santificação, os meios de graça, e o conhecimento de Deus, entre outros. A Pneumatologia de Calvino, igualmente, abrangia e permeava todos os demais departamentos da Enciclopédia Teológica. Sua teologia é uma unidade orgânica, onde o Espírito aparece apropriadamente como o Soberano dinamizador.
Em terceiro lugar, Calvino resgatou alguns aspectos da doutrina do Espírito Santo que estavam soterrados debaixo da teologia medieval da Igreja Católica, como por exemplo, a relação entre a Palavra e o Espírito. Nosso alvo neste ensaio é analisar mais exatamente esta contribuição de Calvino para nosso conhecimento da obra do Espírito Santo, ou seja, a relação vital e orgânica entre o Espírito e a Palavra de Deus, as Escrituras.
O ensino de Calvino influenciou profundamente os estudos subsequentes dentro dos círculos Reformados. Sua ênfase na ação soberana do Espírito continua na tradição reformada entre os Puritanos ingleses, particularmente John Owen e Richard Sibbes, que nos deram os estudos bíblicos teológicos mais extensos e profundos que existem em qualquer língua sobre o ministério do Espírito Santo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Quem foi João Calvino?

João Calvino foi um dos Reformadores da Igreja. A sua teologia é vista com reservas principalmente quando se refere a predestinação. Essa doutrina é a mais rejeitada dentre as doutrinas calvinistas. Mais adiante veremos como João Calvino defende essa idéia.
Calvino que viveu entre 1509 e 1564, criou um sistema teológico que recebeu o nome de "calvinismo". Os sistemas de teologia desenvolvidos a partir do seu sistema de teologia recebeu o termo "fé reformada". E, o termo "Presbiterianismo", passou a ser a palavra usada para exprimir a forma de organização eclesiástica concebida por Calvino, que fez de Genebra o centro de execução de suas idéias. Sendo considerado como o líder de segunda geração de Reformadores.
Calvino, recebeu formação humanística, motivo pelo qual se tornou organizador por excelência do protestantismo. Enquanto esteve em Genebra, enfrentou problemas de saúde. Gostava de estudar solitariamente. Viveu na Suíça republicana e muito se interessou pelo desenvolvimento de uma igreja governada com representatividade.
Calvino, sempre se preocupava com a formulação de um sistema formal de teologia. Aceitou a autoridade da Bíblia e sua ênfase maior se baseava na soberania absoluta de Deus.
Calvino negava a presença física de Cristo na Ceia e aceitava a presença espiritual de Cristo pela fé nos corações dos participantes da Ceia. Calvino, rejeitava tudo que não pudesse ser provado pela Bíblia. Defendia também, a eleição dupla, para a salvação e para a condenação, baseado na vontade de Deus, e rejeitava qualquer concepção da salvação como fruto do mérito do eleito ou da presciência de Deus, como se Deus elegesse para a salvação aqueles que Ele sabia de antemão que creriam.
Calvino, tinha uma concepção majestosa de Deus, a exemplo de alguns dos profetas do Antigo Testamento.
As primeiras letras dos principais termos da teologia de Calvino formam o anagrama TELIP que descrevemos a seguir:
a) ele acentuava a Totalidade da depravação humana, entendendo que o homem herdou a culpa do pecado de Adão e nada pode fazer por sua salvação, uma vez que a sua vontade era totalmente corrompida;
b) ensinava que a salvação é um assunto de Eleição incondicional e independe do mérito humano ou da presciência de Deus. Assim, a eleição é fundamentada na soberania da vontade de Deus, havendo uma predestinação dupla, para a salvação e para a perdição;
c) Calvino concebia ainda a Limitação da redenção, ao propor que a obra de Cristo na Cruz é restringida aos eleitos para a salvação.
d) a doutrina da Irresistibilidade da graça é necessária, de onde se conclui que o eleito é salvo independentemente de sua vontade, pois o Espírito Santo o dirige irresistivelmente para Cristo;
e) a Perseverança (ou preservação) dos santos é o ponto final do seu sistema; os eleitos, irresistivelmente salvos pela obra do Espírito Santo, jamais se perderão.

Calvino quando se converteu e passou a adotar as idéias da Reforma, dispensou imediatamente o dinheiro das rendas eclesiásticas.
Em Basiléia, concluiu a sua obra chamada as Institutas da Religião Cristã, que se constituíram na maior expressão acabada da teologia reformada. Nesta obra, ele pôs os fundamentos de duas ênfases reformadas: a importância da doutrina e a centralidade de Deus na teologia cristã. Suas cartas e outros escritos, integram 57 volumes do Corpus Reformatorum, e existem 2.000 de seus sermões. Foi um incentivador da educação e em substituição à Academia, ele criou em Genebra um sistema de educação em três níveis, hoje conhecida como Universidade de Genebra, fundada em 1559. Esta visão influenciou a educação até nos Estados Unidos, quando puritanos, calvinistas, criaram escolas no novo mundo.
Calvino, era eloqüente pregador. Seus comentários sobre os livros da Bíblia são estudados até hoje por seus seguidores. O modelo de administração da igreja genebrina tornou-se modelo para as igrejas reformadas.
Calvino também influenciou o avanço da democracia, porque aceitou o princípio representativo da direção da Igreja e do Estado. Entendia que a Igreja e o Estado foram criados por Deus para o bem do homem, motivo pelo qual deviam, cooperar para o progresso do cristianismo. Calvino, estimulou o capitalismo, quando deu ênfase a vocação como chamada divina e a importância que dava à frugalidade e ao trabalho.
O estudo da história da expansão do Evangelho mostrará que aqueles que professam a fé reformada tiveram parte importante nos grandes reavivamentos do passado e nos movimentos missionários modernos.
O trabalho que Calvino realizou frutifica até hoje. Foi, sem sombra dúvida, um reformador internacional, cujo trabalho influenciou os Presbiterianos, Reformados e Puritanos.

Augusto Bello de Souza Filho
Bel em Teologia.

O Credo Apostólico*

ORIGEM

O Credo Apostólico, o mais conhecido dos credos, é atribuído pela tradição aos doze apóstolos.[1] Mas os estudiosos acreditam que ele se desenvolveu a partir de pequenas confissões batismais empregadas nas igrejas dos primeiros séculos. Embora os seus artigos sejam de origem bem antiga, acredita-se atualmente que o credo apostólico só alcançou sua forma definitiva por volta do sexto século,[2] quando são encontrados registros do seu emprego na liturgia oficial da igreja ocidental. De um modo ou de outro, parece evidente sua conexão com outros credos antigos menores; como os seguintes:

Creio em Deus Pai Todo-poderoso, e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor. E no Espírito Santo, na santa Igreja, na ressurreição da carne.

Creio em Deus Pai Todo-poderoso. E em Jesus Cristo seu único Filho nosso Senhor, que nasceu do Espírito Santo e da virgem Maria; concebido sob o poder de Pôncio Pilatos e sepultado; ressuscitou ao terceiro dia; subiu ao céu e está sentado à mão direita do Pai, de onde há de vir julgar os vivos e os mortos. E no Espírito Santo; na santa Igreja; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo.[3]

O Credo Apostólico, assim como os Dez Mandamentos e a Oração Dominical, foi anexado, pela Assembléia de Westminster, ao Catecismo. “Não como se houvesse sido composto pelos apóstolos, ou porque deva ser considerado Escritura canônica, mas por ser um breve resumo da fé cristã, por estar de acordo com a palavra de Deus, e por ser aceito desde a antigüidade pelas igrejas de Cristo.”[4]

Quem foram essas pessoas chamadas de “Os Puritanos”?

John Winthrop





Primeiro foram os “Peregrinos”, nos anos 1620. Eles foram seguidos por milhares de Puritanos nos anos 1630 e estes deixaram suas fortes marcas em sua nova terra, tornando-se a mais dinâmica força nas colônias Americanas. Reportando-nos à Inglaterra, os Puritanos foram influentes pessoas na vida política do país, até que o Rei Charles não tolerou mais suas tentativas de reformar a Igreja da Inglaterra. Estava montada a perseguição. Veio então a idéia de que a única esperança seria deixar o país. Quem sabe na América eles poderiam estabelecer uma colônia cujo governo, sociedade e igreja fosse totalmente baseadas na Bíblia. A “Nova Inglaterra” poderia vir a ser a velha Inglaterra sem todos os defeitos de incredulidade e corrupção. “Puritanos” foi um termo ridiculamente usado durante o reinado da Rainha Elizabeth.

Eles eram os cristãos que desejavam uma Igreja da Inglaterra isenta de qualquer liturgia, cerimônia ou práticas que não estivessem absolutamente com base bíblica. A Bíblia era sua única autoridade, e eles defendiam que deveria ser usada em todos os níveis e áreas da vida.

FORMANDO A AMÉRICA

Os Puritanos que se estabeleceram na Nova Inglaterra deixaram um legado para a formação de uma nação única na História. Eles tiveram também uma significativa influência no desenvolvimento subseqüente da América. Uma grande parte dos demais pioneiros que vieram a seguir e ocupantes do longínquo oeste, eram descendentes daqueles primitivos Puritanos. Seus valores e princípios, embora muitas vezes secularizados e distanciados dos fundamentos religiosos, continuaram a moldar o pensamento Americano e suas práticas nos séculos a seguir.

"Por que Deixei de Falar em Línguas Estranhas?"

Prezado irmão, atendendo o convite feito na página, transcrevo de forma resumida um sermão que tenho pregado nas igrejas e que faz parte de um manual de estudos bíblicos feito por mim mesmo. Este assunto tem ajudado muitos irmãos. Eu o tenho usado para esclarecer alguns pentencostais que se tornam adventistas. Sou pregador adventista leigo, mas já fui pentencostal por 12 anos. Quando falo deste assunto falo por experiência própria, porque também já falei línguas estranhas. Coloco-me a disposição dos internautas para maiores esclarecimentos.
Jesus depois de ressuscitar antes de subir ao céu promete aos seus discípulos que seriam cheios do Espírito Santo – Atos cap. 1 vers 4 a 8.
O Espírito Santo tem parte decisiva na conversão dos pecadores, porque o pecador em seu estado natural separado de Deus forma a imagem de que Deus o evita a qualquer custo e o Espírito Santo revela ao pecador que apesar de seus feitos desagradarem a Deus, Deus o ama - Romanos cap. 5 ver. 5; faz com que reconheça que Jesus é o Senhor – I Coríntios cap. 12 ver. 3; leva o pecador a obedecer a Deus – Atos cap. 5 ver. 32. Sem a influência do Espírito Santo no coração do pecador, Êle nunca saberá que é pecador; nem que Jesus é o Seu salvador, ou que Deus o ama, e tampouco chegará a conhecer a verdade, ou a obedecê-la.
O Espírito Santo convence-nos do pecado e nos guia em toda a verdade – São João cap. 16 vers. 8 e 13.
O Espírito Santo foi prometido aos discípulos em toda a plenitude – Atos cap. 1 ver. 8 e em Atos cap. 2 vers. 1 à 13 vemos o cumprimento desta promessa.
Observem que o recebimento do Espírito Santo pelos discípulos não tinha como objetivo animar o culto, mas tinha um fim específico – a conversão das almas – Atos cap. 2 ver. 41.
Pedro cheio do Espírito Santo e em nome de Jesus pronunciou a cura do paralítico – Atos cap. 3 ver. 6, mas longe de se promover ou promover o nome de sua igreja, aproveitou a oportunidade para pregar o evangelho – Atos cap. 4 vers. 8 à 12 e até os magistrados perceberam de que Pedro havia estado com Jesus – verso 13.
Vejamos agora o que é e o que não é pentecoste.
1 – Pentecoste não é sinônimo de gritaria porque Deus não aprova gritaria – Efésios cap. 4 ver. 31.
2 – Pentecoste não é falar linguas estranhas, porque esta palavra não existe na bíblia em conexão com o Dom do Espírito Santo. Vejamos alguns detalhes.
Quando Jesus prometeu o Dom do Espírito Santo aos discípulos, êle não disse que eles falariam línguas estranhas, mas que:
Falariam novas línguas São Marcos cap. 16 ver. 17.
Ao receber o Espírito Santo o texto não diz que falaram línguas estranhas, mas que falaram noutras línguas – Atos cap. 2 ver. 4; falaram línguas – Atos cap. 10 ver. 46; falaram línguas – Atos cap. 19 ver. 6, e ao se referir ao Dom de Línguas, Paulo mencionou variedade de línguas – I Coríntios cap. 12 ver. 10. Porque nunca é mencionada a palavra estranha?
Em I Coríntios cap. 14 a palavra estranha na versão revista e corrigida simplificada de Almeida aparece em itálico demonstrando de que a palavra não existe no original (livro Segue-me pg. 130), mas foi adaptada e o termo correto é língua estrangeira.
O único lugar na bíblia em que o termo língua estranha aparece sem grifo e portanto sem adaptações, além de não haver conexão com o Espírito Santo, identifica como sendo povo cruel, os que falam língua estranha. Não verás mais aquele povo cruel, povo de fala tão profunda, que não se pode perceber, e de língua tão estranha que não se pode entender. Isaias cap. 33 ver. 19. Se observarmos o contexto perceberemos que no céu não haverá povo que fala língua estranha.
Então o que é pentecoste?
O nome pentecoste foi dado porque o derramamento do Espírito Santo aconteceu num dia de festa chamado de Pentecoste. Festa de Pentecostes ou Festa das Semanas, era realizada no fim da colheita de trigo, no terceiro mês ou Sivam (Junho), para comemorar a entrega da lei. Realizada 50 dias após a oferta do 1º molho da colheita Lv.23:15,16 e Dt. 16:09. Era chamada de
Festa da Colheita – Êxo. 23:16
Festa das Semanas – Êxo. 34:22
Dia das Primícias – Núm.28:26
Dia de Pentecoste – Ato.2:01.
O motivo de Deus ter escolhido um dia de festa para o derramamento do Espírito Santo se justifica pelo fato de haver grande concentração de pessoas na festa e o número de pessoas que haviam entendido o trabalho de salvação efetuado por Jesus através de Sua morte era bem pequeno, ou seja se resumia aos seus discípulos.
Os discípulos tiveram que falar línguas estrangeiras, porque era a única forma que o evangelho seria pregado a todos os presentes ao mesmo tempo; oportunidade única que Deus não poderia deixar de aproveitá-la, mas observem que os discípulos cheios do Espírito Santo não falaram línguas desconhecidas dos presentes, mas cada um os entendia na própria língua nativa.
Os discípulos falaram línguas desconhecidas aos judeus, mas conhecidas de: “Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotamia, e Judéia e Capadocia, Ponto e Asia. Frigia e Panfilia, Egito e partes da Libia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos. Cretenses e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias linguas falar das grandezas de Deus”. Portanto não eram línguas de anjos e muito menos inintelegíveis aos ouvintes.
Para aqueles que supõem que I Cor. 14 se refere ao Dom de Línguas há uma série de contradições, pois alguns versos que vamos analisar parece afirmar exatamente o contrário.
Verso 9 – Vós deveis pronunciar palavras bem intelegíveis...
Verso 18 – Prefiro falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência,... do que dez mil palavras em língua desconhecida.
Verso 28 – Se na igreja todos falarem línguas estranhas, os infiéis não dirão que estais loucos?
Versos 27 e 28 – Se não houver intérprete, esteja calado na igreja...
Verso 33 – Deus não é Deus de confusão...
Verso 40 – Faça-se tudo com decencia e ordem...
Corintho era uma cidade portuária e os irmãos de diversos lugares diferentes e de línguas também diferentes se reuniam na igreja e todos queriam orar e pregar ao mesmo tempo, e era exatamente isto que acontecia e nada mais, por isto houve tanta repreensão por parte do apóstolo Paulo.
Contraste a oração de Elias com a dos profetas de Baal ( I Reis 18:28 e I Reis 8:37) e veja qual era mais barulhenta!
A voz de Deus é mansa e delicada I Reis 19:11-13.
Algumas considerações finais:
Porque em algumas igrejas pentecostais as pessoas costumam orar de costas para o púlpito? Há alguma semelhança com os adoradores do sol (Ezequiel cap. 8 vers. 16-18) que são adoradores de Baal – II Reis cap. 23:5 ; Deuteronômio cap. 4: ver. 19 e cap. 17 vers. 2 e 3 e que sem dúvida nenhuma são os modernos guardadores do Domingo (dia do sol). Seria uma mera coincidência? Porque Daniel preferia orar com o rosto virado para JeruSalém? Daniel cap. 6 ver. 10.
Como Deus poderia dar o seu espírito àqueles que serão consumidos? Isaias cap. 66 verso 17.
Como uma oração abominável resultaria em recebimento do Espírito Santo? Provérbios cap. 28 ver. 9.
Porque os espíritas falam línguas estranhas?
Porque católicos falam línguas estranhas?
Porque os tímidos não falam línguas estranhas?
Porque para se falar línguas estranhas depende de emoção forte?
Porque Estêvão não falou línguas estranhas?
Porque João Batista não falou línguas estranhas?
Porque Jesus não falou línguas estranhas?
Prezado leitor o objetivo desta série de estudos bíblicos é analizar todos os assuntos à luz da bíblia sagrada, e como estudante da bíblia eu creio em todos os dons espirituais na forma em que a bíblia os expõem, mas jamais posso concordar com manifestações contrárias a palavra de Deus. Quando vos disserem: Consultai os que teem espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre os dentes; - não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?
À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.
Amém.

Vou abrir minha igreja e já volto!

Este pais tem jeito? Folha de São Paulo, 03/12/2009O primeiro milagre do heliocentrismo - Hélio Schwartsman
Eu, Cláudio Ângelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma Igreja. Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo.
Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos). É tudo muito simples. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis. Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF.
Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores.
Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros "Is" de bens colocados em nome da igreja. Há também vantagens extra-tributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.